Fazer esportes desde pequeno é essencial para manter uma vida saudável. As crianças podem aprender brincando e o importante é encontrar uma atividade que gostem. Aqui, os cuidados em cada uma e a roupa certa para praticá-la
A iniciação pode ser por volta dos 4 anos e consiste em adaptar os fundamentos do esporte com exercícios divertidos e materiais como o bambolê. De acordo com Rodrigo Mônaco, coordenador da unidade Butantã da Escola de Futebol Chute Inicial Corinthians (SP), os alunos aprendem a trabalhar em equipe e desenvolvem a coordenação motora. Alongamento e resistência são alguns dos benefícios que o futebol traz para o jogador, sempre seguindo a faixa etária e a limitação de cada um. A roupa adequada é a camisa de dry fit, tecido que absorve o suor, o calção e o “meião”. A camisa deve ficar dentro do calção e o tênis varia de acordo com o campo: chuteira para grama (sintética ou não) ou tênis apropriado para futebol de salão.
Também por volta dos 4 anos, a criança pode praticar tênis. Mas só como brincadeira. Por ser um esporte que envolve muita técnica, é a partir dos 7, quando a coordenação motora já está mais desenvolvida, que ela vai jogar de verdade. “O tênis mexe com o raciocínio. É preciso formular táticas para montar jogadas e prever o adversário”, diz Laura Saracchi, professora de tênis em São Paulo. As meninas jogam de vestido ou saia de material dry fit e os meninos de shorts de tactel. O uso da munhequeira é opcional e ajuda a enxugar o suor. Há tênis apropriados para cada quadra e a sola precisa ser mais larga para evitar torções. O uso de boné e filtro solar é importante, já que a maioria das quadras é a céu aberto.
Até os bebês com seis meses podem fazer natação, mas é a partir dos 3 anos que as crianças começam a aprender como se comportar na água, explica Rita Hasselbach Assad, supervisora da Escola de Natação do Clube Pinheiros (SP). As aulas envolvem a prática de respiração, flutuação e movimentação, com materiais como pranchas. O esporte desenvolve todas as articulações e músculos, já que trabalha com movimentos totais de braço e perna, além de estimular a parte cardiovascular e a coordenação motora. A roupa deve proporcionar mobilidade, por isso é preferível usar maiô de helanca, mais duráveis, com alças grossas e firmes, que não caiam. A touca de silicone protege o ouvido e o cabelo e o roupão com capuz evita o frio ao sair da piscina.
As aulas podem começar a partir dos 4 anos e estimulam a flexibilidade, a resistência, o reflexo e o trabalho em grupo, além de dar noção de ritmo, por causa da música, diz Felipe Augusto Moreira, contramestre de capoeira e professor da Academia Attack (SP). A atividade também estimula a criatividade, pois, como nada no jogo de capoeira é combinado, a criança cria estratégias e movimentos para surpreender o adversário. Para praticar a modalidade, a vestimenta ideal é o “abadá”, composta por uma calça branca de helanca, uma camiseta também branca e uma corda, que vai indicar a graduação do aluno. A camiseta pode ser de poliéster, um tecido mais fresco, confortável e fácil de ser lavado. Os pés devem ficar descalços.
A partir dos 4 anos, a criança já consegue participar de uma aula de balé. Antes, apenas aulas de dança livre são recomendadas. A atividade ajuda a criar consciência corporal, principalmente com relação à postura. “O balé também é disciplina, então, tudo precisa estar impecável”, diz Mariana Bastos, coordenadora do Ballet Paula Castro (SP). Na aula deve-se usar colant de lycra, pois ele não forma vincos e permite uma visão melhor dos movimentos, além de meia-calça e sapatilha. A saia é um complemento. O cabelo deve ser preso em coque e para fazê-lo basta partir de um rabo de cavalo, enrolar o cabelo em volta, prender com grampos e colocar a rede e a faixa. Se não quiser passar gel, use um spray com água para umedecer o cabelo.
Dependendo da dinâmica da aula, a ginástica olímpica pode ser indicada para crianças de qualquer idade, inclusive bebês, diz Yume Yamamoto Sawasato, professora da FMU e Fefisa e coordenadora da academia Yashi (SP). Mas é a partir dos 5 anos que a criança vai conseguir fazer os exercícios. “Eles estimulam a formação e a evolução natural do ser humano por meio de movimentos como acrobacias, posições invertidas, rotações e saltos”, explica. Por ser uma atividade de base, a ginástica proporciona experiências motoras e ajuda no desenvolvimento da coordenação, percepção e consciência corporal. A prática exige o uso de colant de tecido elástico, como a lycra, pés descalços e cabelo preso.
Entre 4 e 6 anos, a criança faz uma aula de adaptação pré-judô e, dos 6 em diante, começa a aprender as técnicas do esporte. Apesar de ser uma arte marcial, o judô para crianças é educativo e ensina que é preciso do outro para treinar e aprender a lutar. “O judô inverte a energia negativa, que poderia gerar brigas. O aluno aprende a respeitar o adversário e torna-se mais paciente e tolerante, porque vê que o seu sucesso depende do outro”, explica Vinícius Erchov, professor de judô do Projeto Budô (SP). A prática também estimula a disciplina, além de tonificar os músculos e melhorar a coordenação. A roupa ideal para a prática é o kimono, feito de algodão, calça e faixa. Esta última muda de cor conforme a graduação da criança.